Preso servidor público suspeito de vender drogas em unidade de saúde de Goiás – CAIS

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Gustavo Garcez Tavares: Preso por tráfico

Um dos recepcionistas do Centro de Assistência Integral à Saúde (Cais), do Setor Nova Era, Gustavo Garcez Tavares, de 35 anos, foi preso suspeito de vender drogas na unidade, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia. Em um vídeo gravado pela Polícia Civil, ele nega que comercializava os entorpecentes no local, mas confessa que traficava há um mês.

“Fiz para pagar a faculdade de direito, para ajudar minha mãe, por isso, entrei nessa vida errada. Não vendia no Cais, lá eu trabalhava só” (veja vídeo acima).

Na gravação, o estudante alega que está arrependido. “Nossa, sou estudante de direito. Estou no segundo período, acabei com minha vida”, lamenta. Durante a prisão, na segunda-feira (24), os policiais encontraram no carro de Gustavo cerca de 130 gramas de cocaína, três porções de maconha e dois frascos de anabolizantes. “Vendia cocaína, maconha eu fumava. Vendia pouco era só para pagar meus ‘trem’ mesmo”, informa Gustavo.

Foram apreendidos três atestados médicos com carimbo de profissionais da unidade. A Polícia Civil investiga se o recepcionista também vendia os protocolos. Segundo a polícia, funcionários do Cais desconfiaram da atitude de Gustavo e denunciaram o caso. Ele trabalhava há um ano e meio na unidade de saúde.

Drogas, anabolizantes e atestados médicos apreendidos

O delegado responsável pela investigação, Eduardo Prado, Adjunto da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), conta que ficou surpreso com a audácia do jovem em usar o local para vender drogas. “É um local de atendimento de saúde, de crianças, percebemos que o tráfico de drogas está disseminado em todos os lugares”, afirmou. Gustavo deve responder por tráfico de drogas e, caso os atestados médicos sejam falsos, por falsidade ideológica.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que ainda não sabe se Gustavo era concursado ou contratado temporariamente. Se o funcionário for comissionado, ele será exonerado imediatamente, segundo o órgão. Caso ele seja concursado, a situação será avaliada pela administração.

Fonte: G1 / GO
Texto: Paula Resende