Presos pela Polícia Civil autores de arrastões. Integravam grupo dois menores e um maior

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Suspeitos presos por Policiais Civis do 8º Distrito Policial
Suspeitos presos por Policiais Civis do 8º Distrito Policial

Dois menores de 14 e 16 anos e Jhonatas Luiz Barbosa, 23 anos, foram apresentados ontem (dia 02), no 8º Distrito Policial (DP) de Goiânia, como suspeitos de praticar ao menos 25 roubos a pessoas. Segundo a Polícia Civil (PC), os garotos que residem no Bairro Mendanha, região noroeste da Capital, praticavam arrastões e roubo a pessoas em via pública.

Pit Dogs dos setores Pedro Ludovico e Marista também eram alvo do grupo, nesses locais eles praticavam arrastões. As vítimas abordadas nas ruas eram preferencialmente casais. Eles levavam relógios, carteiras, dinheiro e outros pertences, inclusive celulares, no entanto, com medo de serem rastreados por dispositivos de segurança presentes nos smartphones, os aparelhos mais sofisticados eram dispensados.

                                                                         Intimidação

Para intimidar as vítimas um simulacro de revólver era empunhado por eles, na maioria das vezes pelo mais jovem. O mais velho Jhonatas Luiz ficava no veículo durante as ações, com ele ficava um revólver calibre 22. O rapaz carregava os comparsas em um veículo Volkswagen Gol roubado e com placas clonadas.

Segundo o delegado titular do 8º DP, Waldir Soares o garoto mais novo era o mais violento dos três. “Ele agiu violentamente nos assaltos porque a vítima não se intimidou pelo tamanho dele, pela atitude dele. Disse que não tinha nada a perder e que se a vítima reagisse, realmente ele teria matado ela”, conta.

Os garotos mais jovens são irmãos, o mais velho deles contou que trabalha com produção de semijoias, já o caçula, quando indagado por sua ocupação disse “roubo”. Todos três são apresentáveis e estavam bem vestidos, e não levantariam suspeitas em nenhum lugar.

                                                                        Renda dos crimes

A renda média para cada um dos rapazes era de R$ 200 por noite. O dinheiro era utilizado para comprar eletrônicos, calçados e roubas de marcas famosas. Eles agiam há pelo menos quatro meses e a PC disse ser impossível saber a quantidade de crimes praticados pelos rapazes. Eles começaram fazendo roubo a pessoas nas ruas e depois focaram a ação nos arrastões por estes serem mais lucrativos. Nenhum dos menores tinha passagem pela polícia, apenas o maior de idade já havia sido detido, ainda quando menor por receptação. Um quarto integrante do grupo, também menor de idade ainda não foi identificado.

O delegado aproveita o caso para alertar mães, para observarem os filhos que estão conseguindo bens que não sejam compatíveis com a renda deles. “Se um filho chega com um pano diferente, com um celular diferente em casa e ela não deu a grana, de onde é que veio? Sem dúvida é o crime.”

Fonte: Diário da Manhã
Texto: Deivid Souza
Foto: G1/GO