Mortes de mulheres: Presos pela DIH quatro suspeitos de serem assassinos em série

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serialDepois que suspeitas da existência de um serial killer começaram a desencadear pavor nas mulheres, a Polícia Civil começou a desvendar crimes relacionados a mortes femininas com elevado grau de crueldade. Na manhã de ontem, foram apresentados dois suspeitos de cometer esses tipos de crime na região do Bairro São Francisco, em Goiânia. Outros dois supostos integrantes da quadrilha estão na Casa de Prisão Provisória em Aparecida de Goiânia.

A delegada Silvana Nunes, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), falou sobre os crimes possivelmente cometidos pela quadrilha. Em entrevista à reportagem, a delegada também comentou sobre a possibilidade dos suspeitos estarem ligados à figura do serial killer, que nos últimos meses se tornou, nas palavras dela, “uma lenda urbana” em Goiânia.

Os suspeitos têm idade entre 23 e 28 anos e começaram a ser presos, ainda em maio, sendo o último detido no dia 23 de junho. Segundo as investigações da polícia, Leandro Fernando Dias, era o chefe da quadrilha, executor de duas mortes e suspeito de uma terceira, além de ser o mandante de outra morte.

Ainda de acordo com as informações apresentadas, os outros integrantes são: Rogério Alves do Nascimento, parceiro de Leandro, Maycon Miranda do Nascimento e Andre Luiz Marques da Silva suspeitos de serem autores da morte em que Leandro foi mandante.

Todos os suspeitos possuem várias passagens pela polícia. Mas, Leandro desde 2008 acumula o número de 23 detenções. A última foi ainda na primeira quinzena de junho desse ano.

Crimes
A quadrilha é associada ao tráfico de drogas e os crimes estão ligados, segundo a polícia, a acertos de conta por causa dos entorpecentes e prostituição. Conforme a delegada, quatro pessoas teriam sido mortas pelos suspeitos, sendo três mulheres e um homem. De acordo com as informações, as mortes eram antecedidas de cenas de tortura, e, além de serem crimes violentos, as vítimas tinham mechas dos cabelos cortadas, como uma espécie de assinatura. Todos os quatro crimes imputados pelas investigações policiais à quadrilha são homicídios dolosos, ou seja, aqueles em que há a intencionalidade de matar.

Em ordem cronológica, Carlos Átila Magalhães Chuva foi a primeira vítima. Segundo as informações, sua morte se deu no dia 5 de abril, na Rua Anhanguera embaixo da ponte do Rio Anicuns, na Esplanada do Anicuns. Posteriormente, a vítima seria Kelly Tatiany Costa Silva, no dia 18 de maio. O crime ocorreu na Rua Rocha do Pombo, na calçada do Motel Gardênia. Em junho foram duas vítimas. Sirene Florêncio dos Santos, assassinada no dia 9, na Avenida Resende, próximo Motel Paloma, e Patrícia que morreu, no dia 18, na Rua Serra Dourada, no Jardim Petrópolis.

Conforme os dados fornecidos pela Delegacia de Homicídios, Leandro teria executado Carlos e Patrícia. Ele também é suspeito da morte de Sirene e de ser o mandante, juntamente com o parceiro Rogério, da morte de Kelly. Esta teria sido assassinada por Maycon e André Luiz.

Serial Killer
De acordo com a delegada Silvana Nunes, a polícia nunca confirmou a ação de um assassino em série na Capital, porém nunca informou o contrário, cabendo a sociedade a criação de uma espécie de lenda urbana. Segundo ela, esse fato se dá porque os policiais só podem afirmar algo com base em provas. “Essas hipóteses tem que ser investigadas, pois para se afirmar é preciso comprovar, o que ainda não foi feito”, explica.

Porém para a delegada, de certa forma Leandro pode ser enquadrado como um serial killer. Este pode ser brevemente descrito como aquele que mata sequencialmente, ou com alguma frequência, deixando uma determinada assinatura, que pode ser, por exemplo, o corte do cabelo. “Tudo indica que para a região, por determinado período de tempo, existiu um serial killer, Leandro”, afirma Silvana.

Repercussão
A elucidação desses crimes começa a dar uma resposta à sociedade que esteve em pânico após boatos disseminados em redes sociais e repercutidos pela imprensa. A história de que um homem em uma moto preta estava assassinando jovens mulheres foi assunto durante os últimos meses. O fato foi negado pela polícia, por mais que pessoas sugerissem muitas características comuns entre os diversos crimes cometidos contra mulheres ultimamente em Goiânia.

Fonte: Diário da Manhã