Prosseguem investigações sobre mãe homicida

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Delegada Ana Cláudia Stoffel em entrevista coletiva sobre o caso

As diligências destinadas a apurar os fatos relacionados ao homicídio cometido contra uma recém-nascida pela própria mãe no Setor Bueno, na zona sul de Goiânia, vão continuar. Essa é a determinação da delegada Ana Cláudia Stoffel, adjunta da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH). Márcia Zaccarelli Bersoneti, 37 anos, foi apresentada no final da manhã de hoje, cinco anos após ter cometido o crime. Um dos objetivos é averiguar uma eventual participação de terceiros.

De acordo com Stoffel, Zaccarelli confessou a autoria do crime durante o interrogatório. A motivação foi, segundo a autora em suas declarações, o fato de a criança ter sido fruto de uma relação extraconjugal. Zaccarelli acrescentou, ainda, viver uma crise em seu casamento à época, além de passar por um quadro depressivo. A criança foi morta por asfixia. O meio utilizado foi um travesseiro.

Questionada, durante o interrogatório, sobre a razão pela qual manteve o corpo da criança ao longo dos últimos cinco anos no interior do escaninho do prédio no Setor Bueno (o qual já estava vazio), Zaccarelli argumentou recusa em se separar da filha.

Por enquanto, a professora de matemática será indiciada por crime de Ocultação de Cadáver (Artigo 211 do Código penal Brasileiro). A pena para esse ilícito é de um a três anos de reclusão, acrescidos de pagamento de multa. Se for indiciada, acusada e condenada pelo assassinato da própria filha, Zaccarelli pode ser enquadrada por Homicídio Qualificado (Artigo 121, Parágrafo 2º, do Código Penal Brasileiro), uma vez provado o meio confessado pela autora (asfixia) e o motivo fútil (para esconder infidelidade conjugal). A pena prevista é de 12 a 30 anos de reclusão.