Proximo da solução: Polícia Civil prende três suspeitos de matar Cronista Esportivo Valério Luiz

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Valério Luiz: morto na porta da rádio onde trabalhava

Secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, diz que presos são ‘executores’ do crime. Valério Luiz foi morto em julho de 2012, na porta da rádio onde trabalhava

 

A Polícia Civil de Goiás prendeu, na manhã desta sexta-feira (1), três suspeitos da morte do cronista esportivo Valério Luiz, assassinado a tiros na porta da rádio onde trabalhava, no Setor Serrinha, em Goiânia. Eles são apontados como executores do crime.

De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, os três são: um é policial militar, o outro ex-funcionário de um empresário da capital e a terceira pessoa é um açougueiro que supostamente atuaria como pistoleiro em Goiânia. Dois estão presos na Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) e um na Academia de Polícia Militar.

Sem dar nomes, Joaquim Mesquita disse que alguns dos presos já confessaram a participação na morte do radialista. “Não há qualquer dúvida da participação direta dos mesmos na execução desse crime”, informou à imprensa o secretário.

Mesquita garantiu que a polícia está muito perto de chegar ao mandante do crime, mas preferiu não fixar um prazo para a conclusão do inquérito.

“Nós temos uma etapa da investigação concluída. Uma etapa em que nós apresentamos provas e prendemos os executores desse crime. A partir da análise de material apreendido na residência dessas pessoas que foram presas nós temos condições de partir para a conclusão final da investigação”, explicou o secretário.

A delegada titular da DIH, Adriana Ribeiro, conduziu a operação que resultou na prisão dos três homens e no cumprimento de diversos mandados de busca e apreensão. Ela  disse que o inquérito deve caminhar num passo mais rápido, após a ação desta manhã. No entanto, Adriana preferiu não apresentar os suspeitos para manter o sigilo das investigações (veja vídeo abaixo).

Morte

Valério Luiz foi assassinado no dia 5 de julho do ano passado, por volta das 14 horas, em frente à rádio onde trabalhava, no Setor Serrinha, em Goiânia. Logo depois de ter entrado no carro, ele foi surpreendido por um motociclista que efetuou os disparos. Valério morreu na hora.

Uma das hipóteses é que o crime tenha relação com as críticas que ele fazia ao time do Atlético-GO. Devido aos comentários polêmicos do radialista, em meados de junho a direção do time encaminhou uma carta para a rádio 820 AM e a PUC TV, emissoras onde ele trabalhava, proibindo a entrada da equipe dos dois veículos de comunicação nas dependências do clube rubro-negro.

Ex-dirigentes do Atlético-GO prestaram depoimento à polícia em agosto do ano passado, mas negaram qualquer envolvimento com a morte do comentarista.

Valério é filho do também comentarista esportivo Manoel de Oliveira, o Mané de Oliveira. Na porta da Delegacia de Investigações de Homicídios, nesta manhã, ele se emocionou mais vez ao falar do crime: “Eu quero ver esse bandido que mandou matar meu filho na cadeia”.

Fonte: G1/GO
Foto: G1