Psicóloga vítima de golpe elogia trabalho da PC em carta e incentiva denúncias

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cartaA psicóloga Márcia Gaioso divulgou uma carta nesta semana contando como superou um momento difícil em sua vida. A psicóloga foi vítima de um golpe financeiro no início do mês de novembro que, além de trazer prejuízos financeiros, também causou prejuízos emocionais.

“No início, eu me martirizava. Ficava perguntando a mim mesma por que aquilo estava acontecendo comigo. Meus pensamentos seguiam nesta lamúria inútil que eu não conseguia evitar”, conta. Márcia relata que conseguiu forças para superar a situação ao começar a sua carta. No texto, a psicóloga relembra que já passou por momentos como este antes e conseguiu superar da mesma forma. Há vinte anos, Márcia foi vítima de uma tentativa de assalto por um menor. Na época, também usou as palavras para liberar a sua frustração e, como o caso ganhou destaque, conseguiu ajudar a Polícia a solucioná-lo.

Além de usar a escrita como uma válvula de escape, a psicóloga conta que precisou passar por uma mudança interna e mudar seus pensamentos para conseguir superar um momento difícil. “Duas palavras mudaram as configurações dentro de mim. Ao invés de me perguntar ‘por quê?’, passei a me perguntar ‘para quê’. Por isso, resolvi usar a minha dor como uma forma de alertar a todos para que não sejam vítimas. E aos que foram, para não se culparem e não se darem por vencido”, conta.

Como uma gota no oceano 

Além de encontrar outra forma de lidar com os problemas, a experiência também proporcionou uma nova perspectiva sobre o trabalho da polícia. “Existe uma cultura de falar mal de tudo, principalmente da polícia. Mas essa não foi a minha experiência. A Polícia Civil realizou um bom trabalho nos dois casos relatados. Nesta última experiência, senti que estão fazendo o possível para agilizar a situação”, conta, referindo-se ao trabalho da Delegacia de Investigações Criminais (Deic).

Márcia diz que vítimas de crimes não devem se calar, pelo contrário, precisam lutar e não desistir. “Acredito sim, que agindo com convicção e fibra, contribuiremos para a evolução das coisas. Eu quis, com o meu texto, ser uma gota no oceano. Ao contar a minha história, ainda que sem detalhes, espero dizer a todos para acreditar, fazer a sua parte e confiar que vão encontrar pessoas comprometidas e competentes que irão colaborar para a resolução dos problemas”, finaliza a psicóloga. (Folha de Goiás)