R$ 10 mil: Suspeitos de estelionato tentam subornar delegado em Goianésia

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Maurício Severino e Cleiton Alves

A Polícia Civil de Goianésia prendeu, no dia 23 de setembro, Maurício Severino Júnior e Cleiton Alves da Silva, suspeitos de estelionato que tentaram subornar o delegado enquanto eram interrogados sobre uma suspeita de golpe numa agência de veículos da cidade.

Segundo o delegado titular Glênio Ricardo Alves, a dupla foi surpreendida após denúncia anônima. Os dois indivíduos circulavam pela cidade num veículo GM/Astra com placas de Caldas Novas e foram localizados numa lan house após negociarem a compra de uma camionete em agência da cidade.

No momento da abordagem,os policiais já sabiam da tentativa do financiamento. Na ocasião, Maurício teria se apresentado como Marlos Bernandes Aquino Alves, inclusive com cópias de documentos, e repassou à vendedora uma ficha de cadastro previamente preenchida, o que chamou a atenção da funcionária, que normalmente faz pessoalmente o preenchimento com a conferência de documentos originais.

Ao ligar ao banco que financiaria a camionete, a funcionária soube que uma ficha com os mesmos dados teria sido repassada na cidade de Porangatu, naquele mesmo dia, pela manhã. Desconfiada, a vendedora orientou o banco a não liberar o financiamento. Informada, a polícia encontrou os suspeitos numa lan house e os conduziram à delegacia.

Assim que chegaram à delegacia, os suspeitos tiveram as identidades verdadeiras reveladas. De imediato, Maurício e Cleiton ofereceram a quantia de R$ 10 mil para os agentes para que fossem liberados. Os policiais noticiaram a proposta ao delegado, que, com o intuito de materializar a corrupção praticada e resguardar os seus policiais, chamou os suspeitos em sua sala e passou a filmar o diálogo.

Na sala do delegado, a dupla repetiu a proposta. De acordo com os suspeitos, o dinheiro seria pago em duas parcelas. A oferta, conforme lembra Glênio Ricardo, foi realizada na presença do delegado adjunto Murillo Leal. Imediatamente, foi dada voz de prisão pelos crimes de tentativa de estelionato e corrupção ativa. Com a dupla, foram encontrados diversos recibos de veículos, além de inúmeras xerox de CNHs.

Para o delegado Glênio, os salários dos policiais, agentes e escrivães, estão muito aquém da qualidade, da responsabilidade e do serviço prestado por eles. No entanto, essa realidade não justifica atos de corrupção. “A Polícia Civil abomina qualquer tipo de corrupção”, disse.

Texto: Assessoria de Imprensa da Polícia Civil
Foto: Polícia Civil / Goianésia