Suspeito de desviar R$ 5 milhões de contas bancárias é preso pela DEIC, em Goiânia

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deic hacker
Leandro de Souza Simiema

Leandro de Souza Simiema, de 36 anos foi preso, em Goiânia, suspeito de fazer compras pela internet e efetuar o pagamento por meio de contas bancárias de terceiros hackeadas. De acordo com a Polícia Civil, ele foi flagrado no apartamento que mora, no Jardim Goiás, ao receber produtos pelos Correios. A suspeita é de que, em dois anos, ele tenha desviado mais de R$ 5 milhões.

Segundo a delegada Mayana Rezende, da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), para cometer o crime, o suspeito buscava Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs) na internet, que eram usados para comprar produtos em sites de vendas. Em seguida, solicitava que o pagamento fosse feito por meio de boletos bancários. Aí, um comparsa entrava em ação e, com senhas hackeadas das contas bancárias, quitava os itens. Depois de recebidos, os objetos eram revendidos e o dinheiro, dividido entre os suspeitos.

“A parte do suspeito preso em Goiânia era exatamente de conseguir o CPF, efetuar a compra e gerar o boleto bancário, que era repassado para o hacker, que tinha senhas de contas de terceiros. Depois, o lucro com a venda dos produtos ficava para ambos”, detalhou Mayana.

De acordo com as investigações, a pessoa lesada pelo esquema era a dona da conta bancária, já que ela efetuava o pagamento de uma compra que não fez. “Em um dos casos, a vítima avisou a polícia e pudemos rastrear a compra. Por sorte, desta vez, o suspeito deu o endereço da própria casa e ele acabou localizado. Mas nem sempre isso acontecia, pois ele usava de diversos endereços para dificultar a localização”.

Mayana ressaltou que as vítimas são pessoas de diversas partes do país, que ainda são identificadas. “Temos uma vítima do estado de São Paulo que, depois de perceber que o valor foi debitado da conta, procurou a polícia. Mas ainda fazemos a identificação das demais, já que normalmente é assim que esse esquema funciona. Os hackers costumar lesar pessoas de localidades mais longes para evitar qualquer ligação com o local em que ele está”, disse.

Ainda segundo a delegada, no momento da prisão, o suspeito recebia uma compra de R$ 150 mil em diversos produtos. Na casa dele, além dos itens, também foram apreendidos R$ 6 mil em dinheiro.

Revenda
A polícia também investiga se o suspeito aplicava golpes durante as revendas dos produtos. Isso porque, na casa dele, foram encontradas diversas caixas de smartphones vazias, apenas com pilhas dentro. “Na verdade, ele alega que ele era a vítima, pois em uma das compras que ele fez as caixas chegaram sem os aparelhos celulares dentro. Mas é claro que na verdade ele pode ter oferecido os produtos em sites de vendas, ficado com os itens e enviado para os compradores apenas as caixas vazias”, explicou a delegada.

O hacker que ajudava o suspeito no esquema ainda não foi identificado. Mas a polícia ainda acredita que outras pessoas estejam envolvidas. O suspeito permanece preso e será autuado por furto qualificado. Em seguida, será levado para a Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

Texto: G1 (nome do suspeito acrescentado pela Polícia Civil)
Fotos: Reprodução TV Anhanguera