Suspeito de matar namorada em Nerópolis se apresenta em Inhumas

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Suzana Nascimento Fagundes e o namorado, Gabriel Teodoro

Gabriel Teodoro Gomes, de 25 anos, suspeito de ter assassinado a namorada, a estudante de direito Suzana Nascimento Fagundes, de 31 anos, em Nerópolis, no dia 26 de outubro, se apresentou nesta quarta-feira (04), na Delegacia de Inhumas. Ele foi liberado em seguida, o que causou comoção e revolta nos familiares da vítima, que também se reuniram na delegacia.

Segundo o delegado Humberto Teófilo, que recebeu Gabriel, ele não pode ficar preso porque não há flagrante e nem pedido de prisão preventiva. De acordo com o delegado, na semana passada, Gabriel já havia ido à polícia. “Até havia um pedido, feito pela delegada Azuen (Magda Areballo), de Nerópolis, mas sem decisão. Então, não havia como prendê-lo”, conta. O pedido foi posteriormente negado pela Justiça.

Durante o comparecimento de Gabriel à delegacia, o delegado ouviu novos detalhes de sua versão para o crime. Familiares da vítima se reuniram na porta da unidade policial, causando confusão e a necessidade de intervenção da Polícia Militar. “A gente não sabe como eles ficaram sabendo, mas o fato é que eles ficaram transtornados”, contou. Segundo Teófilo, Gabriel confessou o crime e disse que a matou a namorada porque ela o havia agredido após saber que uma viagem preparada pelo companheiro era mentira.

De acordo com a polícia, ele não se apresentou na cidade onde o homicídio foi cometido por medo de represálias. “Ele disse que havia inventado a viagem pra praia e que queria contar a verdade pra ela, mas Suzana teria se irritado e começado a agredi-lo. Foi quando ele teria pegou a faca e a matou”, contou o delegado. Suzana foi encontrada morta no chão da cozinha, pela filha de oito anos. As malas para a viagem a Maceió foram achadas prontas, no quarto da casa.

No dia do crime, o casal chegou a chamar um taxista que o levaria até o aeroporto de Goiânia, de onde seguiriam para Maceió. Gabriel teria pedido para o homem buscar umas roupas para a viagem, que seriam levadas pelo irmão até o trevo da cidade. Quando o taxista deixou o local, ele praticou o crime, fugindo em seguida. O delegado de Inhumas explica que, como não é responsável pelo caso, não vai fornecer informações sobre o depoimento.