Taxista baleado no rosto em suposto assalto é preso pela DIH suspeito de homicídios

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Táxi era usado por quadrilha para fuga após os crimes

A Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira (21) o resultado da investigação sobre um suposto assalto sofrido por um taxista de 33 anos, em Goiânia. Na ocasião, o homem foi atingido por um tiro no rosto. Apesar das alegações dele na época, a polícia diz ter constatado que ele mentiu e, na verdade, foi baleado após um desentendimento com comparsas depois de dois homicídios.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Alexandre Netto, da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), o taxista atuava como piloto de fuga para uma quadrilha. “Ele diz que agiu coagido pela quadrilha na prática desses homicídios, mas isso vai contra os elementos que temos aqui, que mostram que ele já vinha participando há tempos roubos de veículos, tráfico de drogas, assaltos”, afirma.

Os homicídios aconteceram na noite do último dia 15 de abril, em um intervalo de uma hora. Depois dos assassinatos, já na madrugada de 16 de abril, o homem chegou a denunciar à polícia ter sido baleado durante um assalto. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde passou por tratamento médico.

A Polícia Civil efetuou a prisão do suspeito na noite da última quarta-feira (20), na Vila Isaura, na capital, após os agentes verificarem, em imagens de câmeras de segurança, a presença do carro do taxista nos locais dos dois homicídios. “Além disso, o pai de uma das vítimas reconheceu o taxista como condutor do veículo de fuga”, explica o delegado.

Segundo Alexandre Netto, o motivo que levou os comparsas a atirarem no taxista ainda não “está suficientemente claro para a polícia”. Os dois rapazes foram presos cerca de 15 dias após os homicídios. Eles foram flagrados pela Polícia Militar durante o roubo e encaminhados à Casa de Prisão Provisória. Além disso, a polícia identificou outros dois integrantes da quadrilha, menores de 17 anos. Um deles está apreendido e o outro, foragido.

De acordo com a Polícia Civil, o taxista será indiciado por dois homicídios qualificados e falsa comunicação de crime. “Porém, ele também é considerado vítima no inquérito, pois foi baleado pelos comparsas”, destaca o delegado.

Texto: G1
Foto: Danila Bernardes/ TV Anhanguera