Trabalho da Decar faz ocorrências de furtos e roubos de cargas caírem quase pela metade no segundo semestre de 2017

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A Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar) registrou quase metade de ocorrências no segundo semestre deste ano em relação a 2016. Entre junho e novembro de 2017, foram instaurados 217 procedimentos pela especializada contra os 400 que deram entrada no ano passado. O aumento do grau de complexidade e da escala das investigações realizadas, as seguidas operações de grande escopo e o foco na repressão a organizações criminosas são considerados fatores determinantes para a diminuição dos casos da modalidade delituosa.

De janeiro a novembro, a diminuição do número de ocorrências registradas de furtos e roubos de cargas também foi significativa: 425 neste ano contra 618 em 2016, uma redução percentual de 32% no comparativo entre os dois períodos. De acordo com as autoridades policiais que coordenam os cartórios que compõem a especializada, a dedicação dos policiais e o apuro no processo de formação de investigadores especializados na apuração desse tipo de crime, tanto nos aspectos técnicos quanto na dimensão operacional, também são fatores que contribuíram de forma determinante para que se alcançassem os resultados obtidos.

Decar apresenta membros presos de organização criminosa

A Decar foi uma das delegacias especializadas que mais realizaram prisões ao longo de 2017. A 21 de novembro, a unidade efetuou sua centésima prisão neste ano ao capturar Bruno de Freitas Gonçalves, membro de uma bem-estruturada organização criminosa especializada no roubo de cargas de gêneros alimentícios.

Por conduzir investigações cujo principal objetivo é desarticular todo o sistema de funcionamento de grupos com alto nível de complexidade, a Decar foi capaz de retirar de circulação quadrilhas as quais causavam prejuízos de grande monta. Exemplo das resultantes positivas desse esforço foi dado pela Operação Desvio do Mal. Concluída no início de maio de 2017, na ação foi desbaratada uma organização criminosa liderada pelo proprietário de uma cerealista, um dono de transportadora e um motorista que causaram, com suas ações, prejuízos cujo valor ultrapassa R$ 2 milhões.