Pai, filha e genro matam irmão de assassino para vingar a morte de membro da família

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Daniela Peres, 20 anos, participou do crime

Três pessoas foram presas por policiais civis da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), na última segunda-feira (27), no Setor Vida Nova, em Trindade, suspeitas de homicídio. Cléber Peres de Lima, de 44 anos, a filha Daniela Peres, 20 anos, e o genro Joelson Novaes são suspeitos de terem matado Bruno Guimarães Marciel, de 22 anos, em setembro do ano passado. Um revólver calibre 38 também foi apreendido no momento da prisão e possivelmente seria a arma usada no homicídio. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Myrian Vidal, Cléber estava dormindo segurando o revólver quando a polícia chegou.

O crime teria sido motivado por vingança. Em julho do ano passado, uma das filhas de Cléber, Glória Peres, de 18 anos, foi assassinada, juntamente com Rosimar Elias de Oliveira, no Residencial Real Conquista. De acordo com a Polícia Civil, Glória seria usuária de drogas e Rosimar, traficante. As duas teriam sido mortas por quatro pessoas, sendo uma delas, Marcelo Guimarães Marciel, irmão de Bruno, assassinado em setembro.

Marcelo e outros dois homens suspeitos de participarem do duplo homicídio foram presos e um dos autores segue foragido. À época da prisão, Marcelo alegou que o alvo do crime seria Rosimar e que o homicídio foi motivado por disputas territoriais para venda de drogas. Glória teria sido morta apenas por estar junto com Rosimar.

Segundo a delegada, Marcelo começou a ser ameaçado dentro da Casa de Prisão Provisória (CPP). “Marcelo passou a receber ameaças do pai da vítima (Glória), que teria mandado um recado para ele no Complexo Prisional dizendo que ele iria sofrer a mesma dor que ele estava sofrendo, ou seja, que ele perderia uma pessoa da família e isso aconteceu dois meses depois”, explica Myrian.

A delegada afirma que Bruno não tinha passagens pela polícia e era um rapaz trabalhador e com família constituída. Ele foi executado com seis tiros. Apesar das provas e de terem sido reconhecidos por testemunhas, Cléber, Daniela e Joelson negam que tenham participado do crime. “Fomos acusados injustamente. Não matei o irmão dele, mas se tiver oportunidade mato ele porque ele matou minha irmã”, afirma Daniela.

A suspeita também alegou que a arma foi comprada pela família porque estavam sendo ameaçados pela família de Marcelo e Bruno por mensagens de celular. “Tenho um filho de 6 anos, comprei a arma porque não ia ficar esperando para morrer”, declarou Daniela. A jovem afirmou que conhecia Bruno e Marcelo porque já estudou com eles. Daniela ressaltou que Bruno também pode ter sido assassinado pela família de Rosimar, supostamente para vingar sua morte.

Cléber negou que tenha matado Bruno. “Não matei ninguém. Não vou ficar preso porque sou inocente, não devo nada a ninguém. Vou provar minha inocência. Minha revolta por terem matado a minha filha não chegou a esse ponto”, conclui Cléber.

Fonte: O Hoje
Texto: Tatiane Fernandes
Foto: Myla Alves