Polícia Civil de Goiás presta apoio à Operação Anastasys, da PCDF

258

Na manhã de hoje (11), os policiais civis do GENARC e CAOP de Anápolis cumpriram mandado de prisão preventiva expedido em desfavor de um jovem de 18 anos, suspeito de integrar uma célula do PCC no Distrito Federal. A ação ocorreu em apoio à Polícia Civil do Distrito Federal que, por meio da Divisão de Repressão a Facções Criminosas da CECOR (DIFAC/CECOR), com o apoio do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público (NUPRI/MPDFT), deflagrou hoje a Operação Anastasys, com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão visando desmantelar um braço de uma organização criminosa originalmente paulista que atua dentro e fora dos presídios brasileiros denominada PCC – Primeiro Comando da Capital.

De acordo com a investigação, iniciada há mais de seis meses, a referida facção continua tentando se entranhar no Distrito Federal agora por meio da criação de duas células distintas de atuação denominadas “FEMININA” e “MASCULINA”, lideradas, respectivamente, de forma independente por uma mulher e um homem, cuja função de ambos é nominada pelo grupo como “GERAL DO ESTADO”.

A liderança da célula feminina era exercida por uma faccionada ocupante do cargo de “GERAL DA FEMININA”, responsável pela condução das atividades criminosas do núcleo feminino do PCC na capital federal, atuando no recrutamento e seleção de mulheres para integrar a organização, objetivando formação de um grupo feminino com força de planejamento e execução de crimes em benefício da organização. Uma integrante desta célula já havia sido presa na última quinta-feira por policiais da CECOR na BR 060 quando tentava fugir para São Paulo em um ônibus.

Na outra parte, o líder da “GERAL DA MASCULINA” é responsável pelo planejamento das atividades do grupo e o controle dos integrantes do PCC, a maioria já identificados pela Polícia Civil.

Observou-se, durante a investigação, o início de uma mudança de estratégia de atuação visando romper as barreiras que até então impediam o enraizamento da facção no Distrito Federal. Principalmente a célula masculina tentou implementar algumas medidas para tal desiderato, dentre elas a divisão do Distrito Federal em territórios de atuação e domínio (LESTE, OESTE, NORTE, SUL), abrangendo todas as regiões administrativas, comandadas cada uma por um integrante, denominado “DISCIPLINA”. O papel de cada líder regional seria recrutar criminosos locais e convence-los a se filiar à facção, sendo que para isso deveriam passar a obedecer ao rígido código de conduta do grupo criminoso.

Vislumbrou-se ainda nas investigações uma outra nova prática relacionada ao estabelecimento do jogo do bicho em algumas regiões do DF visando obter recursos financeiros para o grupo. O ocupante do cargo de “GERAL DO JOGO DO BICHO”, que comandava esta tarefa, foi preso em Cidade Ocidental/GO.

O resultado das investigações permitiu o indiciamento de 38 (trinta e oito) membros do PCC distribuídos em várias funções no Distrito Federal e alguns radicados em outras unidades da Federação como Piauí e Goiás, locais onde também foram sendo cumpridas ordens judiciais.

Até o momento, foram presos 06 integrantes da facção, ao passo que 02 estão foragidos. As prisões e buscas ocorreram em Samambaia/DF, Riacho Fundo II/DF, Águas Lindas/GO, Cidade Ocidental/GO, Anápolis/GO e Canto dos Buritis/PI, contando para isso com o apoio das Polícias Civis dos estados de Goiás e Piauí. Em meio às buscas nas residências dos faccionadas foi apreendida grande quantidade de carteiras de identidade falsas e outros documentos utilizados para a aplicação de estelionatos, porções de drogas, um telefone celular produto de roubo, e documentos diversos.

Os investigados foram indiciados pelo crime de organização criminosa e, se condenados, podem pegar penas de 03 a 08 anos de prisão.