A ansiedade e o tabagismo

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A ansiedade é uma reação natural do ser humano diante de situações desconhecidas, imprevisíveis ou de difícil controle. Em uma quantidade adequada, as “respostas ansiogênicas” podem nos colocar em um estado saudável de alerta e disponibilidade para ação.

Porém, dependendo da intensidade e do desconforto experienciado, pode configurar um funcionamento adoecido, ao qual nos referimos como Transtorno de Ansiedade. Este transtorno é definido por uma série de sintomas e sinais tanto físicos quanto psicológicos, e é comum que o sujeito ansioso busque tratamentos médicos para os sintomas físicos antes mesmo de considerar uma origem psicológica para os sintomas.

Na tentativa de lidar com os desconfortos físicos e emocionais muitas pessoas buscam estratégias não assertivas, como o tabagismo.

A explicação para essa busca pode ser entendida pela sensação instantânea e não duradoura de alívio. Porém, o problema é que esse hábito traz inúmeros malefícios, para a saúde mental e física, além de não alcançar o efeito esperado com relação ao tratamento da ansiedade.

A nicotina é uma substância psicoativa viciante e quando consumida é capaz de modificar aspectos emocionais e comportamentais nas pessoas. Além de alterações psicológicas, o cigarro e outros derivados do tabaco podem provocar outros adoecimentos como câncer, enfisema pulmonar, infarto, entre outros.

Porém, mesmo com o conhecimento racional dessas consequências, uma vez instalado o hábito, o sujeito necessitará de tratamento para deixá-lo. Afinal, ele passa a ser mantido por uma dependência química, emocional e comportamental que tende dificultar a tarefa de extinguir esse comportamento.

Algumas orientações valiosas para cessar o tabagismo são:
– Manter-se hidratado sempre,
– Mascar chicletes/balas quando sentir vontade de tragar,
– Engajar-se em atividades físicas
– Praticar respiração diafragmática (respiração profunda), dentre outras.
Caso as medidas acima sejam insuficientes, é necessário um acompanhamento profissional especializado, pois existem tratamentos extremamente eficientes com alta efetividade no controle do tabagismo.

Referências:
CÂMARA, Uirandilson. Tabagismo. In: Psicoeducação em Terapia Cognitiva Comportamental. 2020.

Produzido por: Gabriela Radaelli (Estagiária de Psicologia da DPSS)
Responsável técnica: Aline Resende (Coordenadora do serviço de psicologia da DPSS)