Grupo Antirroubo a Banco prende foragidos acusados de explosões de caixas eletrônicos

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Artefatos apreendidos durante operação

O Grupo Antirroubo a Banco (Gab) da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), com o apoio do Grupo Tático 3 (GT3), prendeu quatro homens suspeitos de participarem da explosão de caixas eletrônicos em cidades do interior do Estado. Leandro da Silva Reis, de 27 anos, e Rodrigo Luis da Silva, de 28 anos, foram apresentados nesta sexta-feira (20). Outro preso, Egnaldo Tomazini do Nascimento, de 32 anos, foi liberado pela Justiça, e Wilson do Nascimento Tomazini, de 32, recambiado para Aloândia.

O grupo foi preso durante a operação batizada de Linha de Ferro 2. Segundo o delegado coordenador do Gab, Alex Vasconcelos, a ação da polícia recebeu esse nome em referência à operação Linha de Ferro 1, realizada em 2013, que prendeu quadrilha especializada em roubos a bancos na modalidade denominada “novo cangaço”, com atuação na região da chamada Linha de Ferro, nas proximidades da Ferrovia Norte-Sul.

Naquele ano, o grupo especializado prendeu 11 criminosos acusados de explodir quase 50 caixas eletrônicos, entre eles, Leandro e Rodrigo. Em abril de 2015, no entanto, a dupla escapou da Casa de Prisão Provisória, em Aparecida de Goiânia, durante fuga em massa de 16 detentos. A partir de então, as mesmas cidades atacadas em 2013 passaram a ser novamente alvo do mesmo tipo de crime.

Diante de tais fatos, o Gab voltou a investigar as ações, já sabendo que poderia se tratar do mesmo grupo preso em 2013. “O modo de agir era semelhante e as diligências seguiram nesse sentido”, explicou Vasconcelos. Egnaldo e Wilson foram presos em outubro, nas respectivas residências, nas cidades de Leopoldo de Bulhões e Senador Canedo. Com Egnaldo, foram achados uma carabina e munições. Contra Wilson, pesavam dois mandados de prisão em aberto pelos crimes de roubo e furto qualificado.

Leandro da Silva e Rodrigo Luis, por sua vez, foram detidos nesta quinta-feira (19), na cidade de Bonfinópolis, em virtude de cinco mandados de prisão em aberto pelos crimes de furto e roubo. Na oportunidade, ambos exibiram documentos falsos. Com a dupla, foi apreendida uma caminhonete avaliada em R$ 140 mil, além da quantia de R$ 3.275, em espécie.

Em uma residência situada em Anápolis, que servia como “paiol” para a quadrilha, os agentes apreenderam explosivos, armas de fogo e munições. A organização criminosa é investigada por explosões de caixas eletrônicos na cidade Pontalina, Acreúna, Orizona, Caldazinha, Vianópolis, Edeia, Campo Alegre de Goiás e Itaguaru.