Padrasto acusado de estuprar enteadas é preso em Goianésia

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C.A.R. teria abusado de duas enteadas

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Goianésia cumpriu, no dia 25 de junho, mandado de prisão preventiva expedido em desfavor de C.A.R., de 31 anos, suspeito de ter praticado estupro de vulnerável contra suas enteadas, à época dos fatos com 7 a 9 anos de idade, respectivamente.

De acordo com as investigações, no início de maio, uma das vítimas passou mal na escola. O professor, desconfiado de que ela pudesse ter sido vítima de abuso sexual, conversou com a aluna, que confirmou o abuso por parte do padastro. A direção da escola, imediatamente entrou em contato com a mãe da menina, que procurou a Delegacia da Mulher para registrar uma ocorrência.

No decorrer das investigações, descobriu-se que C.A.R. também molestou sexualmente a filha de uma outra companheira. A ex-companheira do acusado e a adolescente confirmaram os fatos. As duas vítimas descreveram com riqueza de detalhes como ocorreram os crimes e disseram que o acusado fazia ameaças de morte para que elas não contassem sobre os abusos sexuais.

Uma das vítimas narrou que C.A.R., em determinada circunstância, colocou o revolver em sua boca e disse: “quem fala demais morre pela boca”. Não bastasse, C.A.R possui em seu desfavor diversos procedimentos criminais relativos à Lei Maria da Penha. Conforme os procedimentos, o suspeito agrediu fisicamente e ameaçou de morte suas duas ex-companheiras, sendo preso em flagrante recentemente por lesão corporal, injúria e ameaça.

A delegada responsável pelo caso, Poliana Bergamo, informou que o suspeito responderá pelo crime de estupro de vulnerável, delito previsto no Artigo 217-A do Código Penal. Se condenado, pode pegar de oito a 15 anos de prisão por cada crime. Além disso, C.A.R. responde pelos delitos praticados contra as ex-mulheres.