Neurologista presa em Itumbiara após sequestrar recém-nascida premeditou crime, aponta investigação

Os policiais civis da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), com apoio da 2ª Delegacia Distrital de Polícia, ambos de Itumbiara, em ação conjunta com a Polícia Civil de Minas Gerais (3ª DP de Uberlândia), prenderam em flagrante, na manhã de hoje (24), uma médica neurologista de 42 anos por ter sequestrado uma recém-nascida. A crianÇa nasceu ontem (23) em Uberlândia, por volta das 21H, na Maternidade do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Aproveitando ser concursada no local, àss 23h30, a médica neurologista, devidamente paramentada, se passou por pediatra e retirou a criança dos pais que estavam com a bebê no quarto sob a alegação de que iria providenciar alimentação (leite materno do hospital). Assim que os pais deram falta da criança, o sistema de segurança do hospital foi acionado mas a médica já havia fugido.
No começo da manhã de hoje, após intensa troca de informações entre as Polícias Civis de Minas Gerais e Goiás, as equipes da PCGO conseguiram resgatar a criança e posteriormente prender a médica, ação ocorrida por volta das 10h30, no Jardim Morumbi, em Itumbiara. Os policiais civis goianos encontraram, no carro da médica, enorme enxoval próprio para bebê do sexo feminino, peças novas, o que mostra a premeditação do sequestro. A profissional ainda alegou que seria um presente para sua empregada doméstica, que está grávida, porém, a servidora espera um menino.
A detida foi conduzida pelos policiais civis da Deam de Itumbiara e autuada pelo crime de sequestro qualificado, que prevê pena de até 5 anos de reclusão. A autuada fica à disposição do Poder Judiciário de Itumbiara, vez que o crime de sequestro é permanente e este é o local onde deve ser fixada a competência jurisdicional, inclusive para audiência de custódia.
A divulgação da imagem da presa foi procedida nos termos da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021 – PC, conforme despacho do(a) delegado(a) de polícia responsável pelo inquérito policial, de modo que a publicação de sua imagem possa auxiliar no surgimento de novas vítimas e testemunhas que façam seu reconhecimento, além de novas provas.

