Operação Inimigo Íntimo prende cuidadora e mais duas pessoas por furtar R$ 116 mil de casal de idosos em Itumbiara

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Itumbiara – 6ª DRP, deflagrou nessa terça-feira (25) a Operação Inimigo Íntimo. A ação visa combater crimes de furto qualificado com abuso de confiança e associação criminosa, que vitimaram um casal de idosos, de 96 e 86 anos de idade, causando um prejuízo total de R$ 116 mil. As investigações indicaram que a cuidadora de um dos idosos, Eliane Nascimento de Albuquerque, teve acesso privilegiado ao cartão e senha das vítimas. Em 22 de janeiro de 2025, Eliane realizou um saque consensual de R$ 2 mil. Contudo, já no dia seguinte, teve início uma série de movimentações financeiras ilícitas. Um saque não autorizado de R$ 2 mil foi efetuado e, no mesmo dia, depositado na conta de Valquiria Lima Silva, identificada como a principal beneficiária das transferências via Pix.
Entre 24 de janeiro e 21 de fevereiro deste ano, diversas transferências Pix, totalizando R$ 39 mil, foram realizadas da conta de uma das vítimas para a conta de Valquiria. A investigação também apurou que a outra vítima, de 86 anos, sofreu subtrações semelhantes, totalizando R$ 74 mil, com indícios de que a cuidadora Eliane, que tinha acesso ao local onde o cartão e a senha eram guardados, estaria envolvida. Felipe Emerson de Albuquerque Silva, filho de Eliane e companheiro de Valquiria, também recebeu valores provenientes do esquema, confirmando a interligação do grupo familiar.
Em operação, foram cumpridos mandados de prisão temporária contra Valquiria Lima Silva, Felipe Emerson de Albuquerque Silva e Eliane Nascimento de Albuquerque. Simultaneamente, foram realizadas buscas e apreensões nos endereços dos investigados, sendo que a Justiça determinou o bloqueio de R$ 116.106,32 nas contas bancárias dos envolvidos e o sequestro de dois veículos registrados em nome de Eliane Nascimento de Albuquerque, bens que presumivelmente foram adquiridos com o proveito dos crimes.
As imagens e identificações dos suspeitos são divulgadas com fulcro no despacho da autoridade policial responsável pela investigação. Esta medida é amparada pela Lei nº 13.869/2019, e pela Portaria nº 547/2021 – PC, visando a identificação de novas vítimas que possam ter sofrido subtrações semelhantes.
PCGO: investigar para proteger 🚔




