Operação “Chave Mestra”: PCGO prende investigado por golpe com criptomoedas que causou prejuízo de R$357 mil

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), deflagrou nesta quarta-feira (4), a Operação Chave Mestra, que resultou na prisão preventiva de um homem investigado por aplicar golpe financeiro envolvendo falsos investimentos em criptomoedas, causando prejuízo estimado em mais de R$ 357 mil à vítima.
Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, também foi cumprido mandado de busca domiciliar.
Consta nas investigações que o suspeito se apresentava como consultor financeiro especializado em operações na Bolsa de Valores (B3) e firmou contrato de prestação de serviços com a vítima, prometendo acompanhamento de investimentos e rendimentos mensais por meio de operações de day trade. A vítima realizou pagamentos iniciais no valor de R$ 50 mil.
Posteriormente, foi celebrado um segundo contrato, ocasião em que a vítima transferiu R$132 mil para a conta pessoal do investigado, ficando ajustado que ele administraria os recursos pelo período de sete anos, com devolução do valor acrescido de rendimentos ao final do prazo.
Para execução da fraude, o autor gerou endereços descentralizados na blockchain do Bitcoin, para os quais a vítima transferiu aproximadamente R$ 175 mil (0,69 Bitcoin), permanecendo o investigado de posse exclusiva da chave privada, o que lhe permitiu subtrair integralmente os valores.
Foi verificado que os recursos percorreram múltiplos endereços intermediários, indicando ocultação da origem e do destino dos valores, prática típica de lavagem de capitais com uso de ativos virtuais.
No curso das diligências, a Polícia Civil conseguiu identificar o destino dos valores subtraídos, os quais foram concentrados em conta vinculada a plataforma nacional de negociação de criptoativos, possibilitando a vinculação dos recursos ao investigado.
O prejuízo total da vítima foi de aproximadamente R$ 357 mil, e as penas dos crimes investigados podem chegar a 18 (dezoito) anos de reclusão.
Em caso de suspeita de golpe, a orientação é interromper imediatamente os repasses de valores e procurar a Polícia Civil.
PCGO: investigar para proteger 🚔

